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Disparadores

Em termos formais, um disparador é um convite para que se realize um tensionamento sobre a linguagem. Nele, estimula-se que certas operações com a linguagem prevaleçam sobre outras, privilegiando aquelas que menos visitamos em nossas vidas cotidianas.

Assim, um disparador pode consistir em proposições de jogos sonoros, associações entre elementos aparentemente desconexos como sentimentos e cores, intensificação dos sentidos para operar descrições inesperadas.

Movimento & exercício

Geralmente, quando nos deparamos com a necessidade da escrita, buscamos resolver a tarefa com o mínimo de esforço necessário.

 

O disparador, ao contrário, precisa gerar o incômodo que nos coloca em movimento, daí a busca por vetar as saídas mais óbvias e estimular a busca por algo que seja genuinamente expressivo.

Um disparador, em síntese, é um tipo de exercício talhado para o desenvolvimento do imaginário. Assim, recorrentemente, evoca elementos de memória, privilegia situações de transgressão, brincadeira e acaso, estimula o universo dos sentidos e valoriza a organização do discurso.

O tempo da motivação

& do contato com o texto inicial 

Nele, o coordenador desenvolve estratégias que provoquem nos participantes o desejo de expressão; o estímulo mais frequente é a leitura em voz alta de um texto breve (como um conto ou uma crônica, por exemplo); músicas, imagens, recordações, cores, texturas e sensações também podem ser exploradas.

Tempo de escrita

Destinado à produção dentro do próprio espaço da oficina; busca-se uma escrita rápida, inclusive espontânea, que consiga se desligar de exigências normativas; trata-se de um tempo suficiente para recorrer ao intuitivo e ao acaso para solucionar o disparador; a ideia não consiste em buscar resultados perfeitos e acabados.

O disparador

Trata-se de um tipo de tarefa lúdica, um obstáculo provocativo que se oferece aos participantes; essa tarefa precisa ser cumprida num intervalo de tempo previamente acordado e preferencialmente curto.

Leitura do que se produziu

A única regra é que ninguém deve ir embora sem ter a oportunidade de compartilhar aquilo que fez; da mesma maneira, compete à sensibilidade do coordenador não obrigar ninguém a fazê-lo; espera-se que as leituras sejam comentadas, de modo que os textos embrionários sejam submetidos a diferentes olhares.

nossos encontros

18h às 20h

segundas & terças