O que é a oficina
& o que se pode encontrar aqui

A oficina foi concebida para disponibilizar um espaço de criação e de sociabilidade. Em seu título, a omissão do adjetivo “literária” é intencional, pois ajuda a delimitar a natureza da proposta.

 

Geralmente, nós, pessoas comuns, apesar do anseio por uma relação íntima com a leitura e a escrita, associamos essas práticas aos espaços da alta cultura. Alheios às formalidades desses espaços, terminamos por naturalizar a ideia de que ler e escrever são capacidades – ou dons – que caracterizam poucos.

oficina

Prática de Leitura & Escrita

Textos

Contos produzidos durante os encontros

Podcast

Narrativas & Disparadores

Publicações

Coletâneas de contos

Rotinas de leitura
& escrita

Seguindo a experiência desenvolvida pelas escritoras argentinas María Teresa Andruetto e Lilia Lardone, sugere-se um modelo de oficina ancorado na lógica horizontal da mediação, no qual um coordenador compartilha a leitura de textos breves para, em seguida, através de atividades práticas, fundamentar exercícios de expressão, de exploração do imaginário e dos sentidos e de organização formal do discurso.

 

Nesta página, disponibilizamos, algumas das rotinas de leitura / escrita que utilizamos em nossos encontros, bem como uma amostra dos textos que produzimos.

O trabalho na oficina: objetivos & organização

Na oficina, o que se busca é a possibilidade de expressão através da palavra, daí a necessidade de salientar um compromisso com o artesanal, com o lúdico e com a valorização daquilo que é subjetivo. Autores como Daniel Pennac e Michele Petit associam esse tipo de aprendizagem a um processo educativo “desescolarizado”, dado que não assenta suas bases no dever, nos objetivos pré-determinados e na imposição de conhecimentos que precisam ser absorvidos, antes de experimentados, pelo fato de serem canônicos.

A cada encontro, através do convite e da provocação, espera-se que os participantes produzam algo: o embrião de uma ideia, um pequeno parágrafo, um rascunho, um ensaio verbal. Além disso, o produzido precisa ser compartilhado para que se crie entre o grupo a perspectiva de expressão, da crítica e da recepção. Trata-se de fomentar a circulação do ato criativo.

Pierre Bourdieu diz que o ato criativo é importante para que possamos nos defender das formas de abuso simbólico que os diferentes tipos de poder operam sobre nós, sempre nos impondo formas homogeneizantes de discursos. Assim, a oficina de leitura e escrita tem a pretensão de ser, pelo menos por um pequeno intervalo de tempo, um espaço no qual as pessoas recuperem suas capacidades de ser e de sentir de maneira única, no qual as suas singularidades estejam abrigadas.